quinta-feira, 14 de abril de 2011

Kokoro-chan

Lembra de tudo o que passamos?Vai deixar saudades, está marcado em minhas memórias. A solitária lágrima sempre estará lá, caminhando vagarosamente pelo meu rosto toda vez que essa memória for chamada ao primeiro plano dos meus pensamentos.
Não posso prever o futuro, mas estou desejando felicidade a nós dois, mesmo que isso signifique nunca mais nos vermos, me senti mal com essa ultima frase, tragicamente inevitável.
Nunca te odiei, pelo contrário na verdade, e não quero gerar um motivo para isso, sei que não há escapatória para o desonforto dessa mudança drástica de nosso futuro, pelo menos para mim. Guarde boas lembranças de mim, as ruins também, afinal não fomos um casal perfeito, mas não esqueça de mim, pois nunca esquecerei de você.
Minha vida e minha visão do mundo mudou com você, o tempo passou rápido com sorrisos e lágrimas, e estou feliz de ter vivido esses momentos com você.
Não chore, sabe o quanto me dói ver você chorando? É quase tão doloroso quanto escrever esse texto, mas essa é uma dor necessária. Então guarde suas lágrimas, abra aquele seu sorriso largo e sincero que eu conheço e siga em frente.
Quero que saiba, todos os nossos momentos juntos foram fantásticos e serão guardados em um lugar especial de minha mente. Não me arrependo de ter amado você como amei, e talvez ainda ame, mas devido às circunstancias tenho que me despedir.

Até um dia.
Ass.: Neko-kun

terça-feira, 8 de março de 2011

Agonia.

Londres, madrugada, estava sozinho voltando para casa da festa de um velho amigo meu, aquela rua vazia e escura durante o dia era completamente preenchida pelos rotineiros turistas e consumistas. Mas naquela hora só restava o lixo e as poças d'água de mais cedo.
Durante a caminhada uma onda de medo tomou conta de minhas veias, o sangue fugiu de meu rosto. Senti o frio acentuar-se na leve brisa noturna. Senti vontade de correr, em vão esforcei minhas pernas ao máximo, mas não conseguia, me vi como uma marionete sendo controlada das sombras.
Estava chegando à esquina de um beco escuro, cada vez mais perto meu coração batia mais alto, me preparei para me tornar a mínima. Quando passei, olhei para o escuro intransponível, silêncio, apenas isso... esperei o ataque do coração como uma presa desistindo da fuga.
Nada.
Passei pelo beco ofegante e decepcionado pelo sentimento sem sentido, e quando o beco saiu do meu campo de visão, o tão esperado som apareceu. Estava de guarda baixa e o instinto de sobrevivência gritou, sem olhar para trás apenas corri, desesperadamente pela minha segurança.
Não sei o que pode ter causado esse estrondo, mas foi alto o bastante para liberar uma descarga de adrenalina instantânea, no momento não importa que seja, o que importa que por 3 quarteirões eu corri desesperadamente.

Virei à esquina e me deparei com uma rua iluminada, cheia de bares e pessoas, parece que o medo está passando. O efeito da morfina acaba e o desgaste muscular resolveu dar as caras. Agora mancando e ofegante me sentia mais seguro junto com os desconhecidos.
Peguei meu cigarro para relaxar um pouco, maldito vicio se não fosse por ele não teria ficado tão acabado com essa corria, mas sem ele provavelmente entraria em um colapso mental. No final da última tragada, outra onda de medo. Não consegui mais respirar, me engasguei com a fumaça, minhas pernas tremeram e meu rosto logo encontrou o chão, ainda de olhos abertos percebi que ninguém à minha volta veio me ajudar, duvidei de minha presença naquele lugar, naquele momento.
Quando retomei a consciência, estava deitado do mesmo jeito que desmaiei, mas a rua estava vazia e escura, me levantei vagarosamente, olhei para os lados, era a mesma rua, mas as lojas, os bares... estavam fechados e em ruínas, não havia indícios da presença de uma multidão naquele lugar. Olhei o relógio, era uma diferença de 10 minutos do meu último cigarro, e uma intolerável dor de cabeça surgiu, era tão acentuada que precisei me sentar novamente, pus as mãos na cabeça e a cabeça entre os joelhos, à pulsação de dor era tão forte que não contive o grito de agonia que rasgava a garganta.
Em instantes a tortura havia acabado, levantei a cabeça e abri os olhos e me deparei com a ponta do meu cigarro acesa, isso sozinho seria um tanto estranho, já que eu deixei cair no chão molhado há alguns minutos. Porém o que me deixou mais impressionado foi o fato de ele estar flutuando na minha frente.
Devo estar enlouquecendo, paranoia, desmaios, multidões sumindo, cigarros flutuantes... o que está acontecendo?
As poças de água denunciaram o início da próxima chuva, a ponta do cigarro ainda estava lá, imóvel igual a mim. Não consegui processar essa cena e muito menos uma reação a ela.
Ouvi passos.
Minha atenção se voltou na direção do som dos passos, o cigarro caiu no chão, apagado. Era uma mulher que se aproximava o rosto pálido, olhos negros, um corpo esbelto coberto por um vestido branco rasgado, seus cabelos negros como a noite pareciam esvanecer pelas pontas, ela tinha um rosto perfeito que estranhamente, eu não podia deixar de prestar atenção nele. Fiquei hipnotizado pela presença dessa perfeição.
Ela se sentou ao meu lado, o olhar penetrante ao meu, aproximou o rosto, acariciou minha pele com a ponta dos dedos, fechei os olhos ao seu toque, era gelado... tão gelado que me fez sentir um arrepio pelo corpo todo. Respirei fundo e abri os olhos, seu rosto estava mais próximo, e ela estava sentindo meu hálito com um sorriso de satisfação no canto da boca.
Acho que esse sonho inimaginável me fez retornar à realidade, logo ela percebeu isso.
-Não se lembra, não é?
Continuei imóvel encarando ela, pois realmente não sabia se devia me lembrar de algo, ela abriu um sorriso maior ainda.
-Tudo bem, você vai se lembrar em breve, apenas fique calmo...estarei aqui com você.- Falava em um tom tão doce, com a voz estonteante-
Levemente ela puxou minha cabeça para seu colo, me senti estranhamente seguro ali, apesar de todo esse surrealismo dominando a minha mente como um pesadelo sem sentido.
-Vejo que ainda não se deu conta da marca em seu pescoço.
Fiquei assustado, que marca seria essa? Passei a mão trêmula em meu pescoço e percebi a marca dos dois furos profundos.
Eu não fui à festa ontem.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Manhã solitária de um observador.

Acordar de manhã às vezes é complicado, você quando finalmente abre os olhos , os fecha mais uma vez. O dia estava horrivel, meu quarto estava mais bagunçado que nunca, e eu estava atrasado para o colégio.
Senti uma enorme vontade de me meter embaixo das cobertas de novo e só sair de lá amanhã,afinal era um dia perfeito para isso, estava frio e estava chovendo.Infelizmente eu fui obrigado a me levantar.
Após ser interrompido várias vezes durante o meu sacro ritual matinal, saí de casa pronto para o sofrimento.Peguei o primeiro ônibus que servia para chegar à escola, quando dei por mim depois de me perder durante um bom tempo na leitura de um livro, percebi que o ônibus havia andado apenas alguns metros em quase uma hora.Depois disso, desisti de ir à escola e resolvi andar sem rumo, às vezes eu preciso disso.Principalmente com tudo que estava acontecendo na minha vida, precisava realmente disso. E essa era uma chance perfeita.Fui à um bairro perto da minha casa, uma àrea comercial, com muitas pessoas. Resolvi ir ao shopping local, onde bem menos gente circula quando comparando à rua. E foi lá que a encontrei, sentada sozinha em uma mesa da praça de alimentação, só reparei nela quando olhei em volta depois de me sentar.
  Ela é baixa, cabelos longos, lisos, castanho escuro,com mechas claras e raiz escura, quase preta, pele branca como se viesse do sul, olhos verdes como os olhos de um gato, era magra com as curvas levemente delineadas,usava um allstar roxo com uns desenhos nos lados(desenhos que não pude identificar nesta distância) uma calça jeans justa ao corpo, o que destacava suas tímidas curvas, um camiseta preta com uma estampa na frente que não consegui ver, a camiseta deixava uma pequena parte da barriga aparecer. Um casaco de moleton roxo, em um tom bem escuro estava que pendurado na cintura, e com ela uma mochila cinza com detalhes em laranja.Estava a olhando enquanto escrevia esse texto, não tenho certeza mas acho que ela percebeu, e com isso ela se levantou e foi ao banheiro, pensei que estava indo embora. Felizmente ela retornou e se sentou exatamente onde estava, o que me fez pensar em qual motivo a levaria a ficar sentada sozinha aqui.-Ela me olhou com o canto dos olhos nesse exato momento- Será que ela estava pelo mesmo motivo que eu? Provável que não.Deve estar esperando por alguém, um amigo, o namorado...A segunda opção era a que mais fazia sentido, já que ela volta e meia olha as horas no celular. E com toda a beleza que ela possuí, um homem esperto estaria com ela. Não tão esperto assim, pois está fazendo-a esperar por ele, não uma boa idéia meu caro.-minha vez de ir ao banheiro-Felizmente ao meu retorno, ela ainda estava lá do mesmo jeito que a deixei, linda,bem arrumada e sozinha.
 Pode ser paranóia minha, mas quando estava de costas para ela indo em direção ao banheiro, senti como se ela estivesse me analisando também. Realmente, deve ser paranóia.
 Eu não percebi, ela pegou o celular e fez uma ligação,pela cara que ela fez parecia uma ligação de algum familiar, talvez a mãe dela.
 Desde que me sentei e a vi sentada na outra mesa, tive realmente vontade de falar com ela, dividir esse "lonely day" enquanto ela estava realmente "lonely", uma enorme vontade minha também foi de entregá-la esse texto.Mas parei e refleti:"Para que?" Provavelmente eu seria visto como um louco que está a observando a um certo tempo e que a escreveu um texto quase ilegivel (culpa do meu garrancho, diga-se de passagem) que ela não terá motivo nenhum para ler.
Já é hora de ir, estou com fome e tenho coisas a fazer antes de voltar para casa -Ela está ouvindo música e olhando para baixo, essa é a minha chance.-Até um dia, bela garota.(Gostaria de saber que tipo de música ela ouve).

domingo, 16 de janeiro de 2011

Beginning

Oi, meu nome é Pedro Henrique, eu estou escrevendo esse texto pra falar quem eu sou, vick esse texto vai ficar muito parecido com o seu, por isso dou os devidos créditos a quem me deu inspiração pra escrevê-lo...bem, vou começar:
Nasci no dia 30 de dezembro de 1990, por isso, sou capricorniano...do pior tipo por sinal,
Pelo que eu fiquei sabendo sou um capricorniano do primeiro decanato com ascendência em capricórnio, isso quer dizer:"Você nasceu para ser calculista". Exatamente, por muito tempo fui um cara de apenas calcular os resultados de minhas ações em vez de tentar a sorte e ver no que elas iriam resultar. Quando fui ficando mais velho, percebi que quando você perde o tempo apenas calculando, vc perde os momentos bons da vida.
 Ah, deixando um pouco de lado essa história de signos, eu gosto de tirar fotos...
gosto muito, muito mesmo, acho que uma foto vale uma lembrança, é um momento que tem que ser imortalizado, e deve ser mostrado a outras pessoas, é uma divisão de experiencias... porque elas não me deixam esquecer certos momentos da vida que a memória apaga automaticamente, gosto dos meus amigos, e quando digo amigos...são amigos mesmo, amigos que estão lá pra me ouvir falar besteira, pra me acalmar nos meus prantos, assim como eu faria e já fiz com a maioria deles.Gosto de Rock, na maioria de suas subdivisões, nele encontro paz de espirito nos piores e melhores momentos,Gosto de filmes romanticos, eu me ponho no lugar dos personagens e ponho minha imaginação para fluir, deve se por isso que eu amo romantismo. Eu tinha medo do escuro quando era pequeno, mas mesmo assim atravessava a minha sala que era um breu durante a madrugada só para poder tomar água.Eu me arrepio com uma bela voz, ou uma bela sinfonia...sim, eu gosto de música classica, mesmo não tendo o menor costume de ouvi-la, acho que esse tipo de música deve ser ouvida em momentos certos para se ter a devida apreciação, é por culpa dela que meu coração vibra no clímax de um filme, por exemplo. Sinto falta de alguns amigos meus que não vejo à anos...Gosto de quase todas as pessoas que eu conheço, que eu considero "conhecidos", isso me torna um tanto quanto ingênuo, e isso já me prejudicou...e muito.Não gosto de chorar, mas mesmo assim às vezes é necessário, é a unica forma de você poder dar a volta por cima em seus problemas, já que você já sofreu bastante, pode encarar de frente.Gosto do sol fraco no domingo de manhã quando vou à padaria e ao jornaleiro. É um momento só meu, calmo e morno.Entre essas e outras coisas do meu gosto...esse sou eu...


Basicamente.