quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Manhã solitária de um observador.

Acordar de manhã às vezes é complicado, você quando finalmente abre os olhos , os fecha mais uma vez. O dia estava horrivel, meu quarto estava mais bagunçado que nunca, e eu estava atrasado para o colégio.
Senti uma enorme vontade de me meter embaixo das cobertas de novo e só sair de lá amanhã,afinal era um dia perfeito para isso, estava frio e estava chovendo.Infelizmente eu fui obrigado a me levantar.
Após ser interrompido várias vezes durante o meu sacro ritual matinal, saí de casa pronto para o sofrimento.Peguei o primeiro ônibus que servia para chegar à escola, quando dei por mim depois de me perder durante um bom tempo na leitura de um livro, percebi que o ônibus havia andado apenas alguns metros em quase uma hora.Depois disso, desisti de ir à escola e resolvi andar sem rumo, às vezes eu preciso disso.Principalmente com tudo que estava acontecendo na minha vida, precisava realmente disso. E essa era uma chance perfeita.Fui à um bairro perto da minha casa, uma àrea comercial, com muitas pessoas. Resolvi ir ao shopping local, onde bem menos gente circula quando comparando à rua. E foi lá que a encontrei, sentada sozinha em uma mesa da praça de alimentação, só reparei nela quando olhei em volta depois de me sentar.
  Ela é baixa, cabelos longos, lisos, castanho escuro,com mechas claras e raiz escura, quase preta, pele branca como se viesse do sul, olhos verdes como os olhos de um gato, era magra com as curvas levemente delineadas,usava um allstar roxo com uns desenhos nos lados(desenhos que não pude identificar nesta distância) uma calça jeans justa ao corpo, o que destacava suas tímidas curvas, um camiseta preta com uma estampa na frente que não consegui ver, a camiseta deixava uma pequena parte da barriga aparecer. Um casaco de moleton roxo, em um tom bem escuro estava que pendurado na cintura, e com ela uma mochila cinza com detalhes em laranja.Estava a olhando enquanto escrevia esse texto, não tenho certeza mas acho que ela percebeu, e com isso ela se levantou e foi ao banheiro, pensei que estava indo embora. Felizmente ela retornou e se sentou exatamente onde estava, o que me fez pensar em qual motivo a levaria a ficar sentada sozinha aqui.-Ela me olhou com o canto dos olhos nesse exato momento- Será que ela estava pelo mesmo motivo que eu? Provável que não.Deve estar esperando por alguém, um amigo, o namorado...A segunda opção era a que mais fazia sentido, já que ela volta e meia olha as horas no celular. E com toda a beleza que ela possuí, um homem esperto estaria com ela. Não tão esperto assim, pois está fazendo-a esperar por ele, não uma boa idéia meu caro.-minha vez de ir ao banheiro-Felizmente ao meu retorno, ela ainda estava lá do mesmo jeito que a deixei, linda,bem arrumada e sozinha.
 Pode ser paranóia minha, mas quando estava de costas para ela indo em direção ao banheiro, senti como se ela estivesse me analisando também. Realmente, deve ser paranóia.
 Eu não percebi, ela pegou o celular e fez uma ligação,pela cara que ela fez parecia uma ligação de algum familiar, talvez a mãe dela.
 Desde que me sentei e a vi sentada na outra mesa, tive realmente vontade de falar com ela, dividir esse "lonely day" enquanto ela estava realmente "lonely", uma enorme vontade minha também foi de entregá-la esse texto.Mas parei e refleti:"Para que?" Provavelmente eu seria visto como um louco que está a observando a um certo tempo e que a escreveu um texto quase ilegivel (culpa do meu garrancho, diga-se de passagem) que ela não terá motivo nenhum para ler.
Já é hora de ir, estou com fome e tenho coisas a fazer antes de voltar para casa -Ela está ouvindo música e olhando para baixo, essa é a minha chance.-Até um dia, bela garota.(Gostaria de saber que tipo de música ela ouve).

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